Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) (Foto: Reprodução)
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Aluno autista da UFRGS acusa universidade de não prestar o devido apoio

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Por Redação O Canal

02 Dezembro 2021

Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) (Foto: Reprodução)

Giácomo de Carli da Silva, estudante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), está acusando a instituição de não lhe dar o suporte necessário para sua graduação, tendo como base um recente laudo onde foi diagnosticado com autismo.

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Estudante de direito, o rapaz é graduado em licenciatura em música, pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS). Ele alega que não está tendo o respaldo de seus professores, e possivelmente irá reprovar nas disciplinas do curso de direito, que ingressou recentemente.

“Não estão nem mesmo deixando minha advogada entrar comigo na inspeção médica comigo alegando que quebra o sigilo médico, sendo que o sigilo é do paciente e não do médico”, relatou Giácomo.

O rapaz também conta que alguns dos docentes da universidade apenas realizam aulas gravadas, e nas poucas videoconferências em que teve a oportunidade de tirar dúvidas, foi completamente ignorado pelos profissionais.

“O professor Carlos REVERBEL e Guilherme Boff somente fazem aulas gravadas e nunca respondem aos meus e-mails. Acho que eles só fizeram, cada um, uma ou duas chamadas de vídeo com a turma nesse semestre apenas para tirar dúvidas. Nessas chamadas eu também falei das minhas dificuldades e eles continuaram a não me retornar e me ignorar”, informou.

Já em outro momento, Giácomo de Carli da Silva entrou em contato com Ricardo Camargo, docente da UFRGS, para pedir uma avaliação adaptada à sua deficiência. Contudo, ele acabou recebendo uma resposta atravessada, dando a entender que não precisaria de um apoio especial para se desenvolver na universidade.

“Caro Giacomo: prova adaptada, temos para alunos deficientes visuais, no sentido de eles realizarem-na em braille e depois serem suas respostas traduzidas para os que não leem esta escrita. No teu caso, não tenho nenhuma prova das instâncias da Universidade que apontem para alguma razão para um tratamento especial em termos de avaliação, e tenho bem presente o dado de que és Professor da Rede Municipal, de uma disciplina que exige muito de quem ministra e, certamente, realizas as tuas avaliações de acordo com critérios gerais, controláveis exteriormente. Terás 16 horas à tua disposição para fazer a prova de recuperação”, disse o professor.

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