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Mariana Leão: ‘Amor de mãe’, novela da Globo, mostra a maior força do universo

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Na coluna K Entre Nós dessa semana, a jornalista Mariana Leão liga a história da novela ‘Amor de Mãe’ com um caso real acontecido há pouco tempo.

Regina Casé dá o tom da realidade às cenas da novela Amor de Mãe, atual folhetim do horário nobre exibido pela TV Globo. A atriz impressiona com sua interpretação verossímil, genuinamente brasileira e arraigada na intensidade de uma mãe protetora. Casamento perfeito com a abertura da trama, inovadora, alheia à computação gráfica, um clipe de cenas reais do cotidiano da maternidade.

Muitas mulheres vão se enxergar em Lurdes, personagem escrita pela autora Manuela Dias. Em filho dela, ninguém “trisca”, fica a dica dessa mãe que não se conforma em ter perdido um dos seus. A novela tem três protagonistas de peso. Além de Regina Casé, Adriana Esteves e Taís Araújo mostram do que um instinto de mãe é capaz. De fato, indubitavelmente, uma força inesgotável e milagrosa.

Taís Araújo, Adriana Esteves e Regina Casé são as protagonistas de Amor de Mãe (Foto: Divulgação)

Taís Araújo, Adriana Esteves e Regina Casé são as protagonistas de Amor de Mãe (Foto: Divulgação)

Da ficção para a vida real, o que aconteceu com Maria Laura Ferreyra, de 42 anos, em Córdoba, na Argentina, deixou os médicos perplexos. Após um mês em coma, essa mulher acorda para amamentar a filha. A menina de dois anos sentou-se ao lado da mãe na cama e começou a fazer sons que costumava fazer quando estava com fome. Automaticamente, Maria Laura abriu os olhos, levantou a bata e começou a amamentar a filha. “Foi mágico, um momento único. Todos choramos. Ver o abraço delas e o instinto materno foi maravilhoso. Sou iluminado por testemunhar aquele momento”, comentou o marido.

Segundo a médica Laura Weldon, as células cheias de DNA das crianças, podem viver nos corações de suas mães, nos cérebros, em qualquer lugar do corpo. E permanecem assim por décadas e décadas. “Isso é verdadeiro mesmo se o bebê nem chegou a nascer”, afirma a médica e continua: “Quando o coração está ferido, células fetais parecem migrar para o local da lesão e se transformam em vários tipos diferentes de células cardíacas. Algumas dessas células podem até começar a bater, conforme foi visto em um estudo com ratos. Então, tecnicamente, os cartões de dia das mães estão certos: uma mãe realmente carrega seus filhos em seus corações”.

Mulher acorda do coma para amamentar filha. (Foto: Reprodução)

Mulher acorda do coma para amamentar filha. (Foto: Reprodução)

Segundo estudo da Universidade de Pittsburg, um beijo da mãe em um pequeno machucado é tão eficaz quanto um remedinho para o tratamento da dor. Foram observadas 248 crianças que sofreram pequenos tombos ou arranhões em seus braços e pernas. O interessante foi que, as crianças que receberam um beijo da mãe sobre a área da lesão experimentaram alívio da dor mais rápido do que as crianças que receberam apenas remédio.

A autora que liderou o estudo, a psiquiatra infantil Joan Luby, da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, descobriu que uma importante área do cérebro cresce duas vezes mais rápido em crianças cujas mães demonstravam afeto e apoio emocional, em comparação com as que eram mais distantes e frias.
Então, se você é mãe, saiba que a Mulher Maravilha estará na sua frente quando se olhar no espelho. E, se você é filho ou filha, tente entender que tudo que sua mãe faz é por amor.

*Por Mariana Leão


*A coluna ‘K entre Nós’ é assinada pela jornalista Mariana Leão. Com 26 anos de profissão, passou por várias emissoras de TV. Apresentou o programa “Melhor Pra Você”, na Rede TV, foi repórter e apresentadora do “Hoje em Dia” da Record TV, foi repórter da Rede Globo e apresentadora de merchandising do “Domingão do Faustão”. Foi repórter do programa “Band Verão”. É a editora-chefe da revista “O Prelo” e assina esta coluna.

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Mariana Leão, K Entre Nós: Como será o futuro?

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Mariana Leão, K Entre Nós: Como será o futuro? (Foto: Divulgação)

Mariana Leão, K Entre Nós: Como será o futuro? (Arte: Well)

O discurso predominante dos atores na premiação Melhores do Ano 2019, do Domingão do Faustão foi a sobrevivência da cultura no Brasil. Ficou claro que a insatisfação com o tema existe tanto quanto a certeza de que a cultura é imortal. A classe artística brasileira já enfrentou preconceitos, desafios, mas nunca deixou de se expressar. Se na Idade da Pedra já existia arte desenhada nas cavernas, impossível imaginar um futuro tão alienado e insensível. O ator Tony Ramos arrematou definindo ‘nação como um país que oferece cultura, educação e saúde à população’.

Bombeiro que humilhou atriz negra da Globo não merece ficar impune

Ainda falando sobre nossas perspectivas, mas com o tema abordado em outro programa de TV aberta neste fim de semana, o Caldeirão do Huck exibiu uma entrevista sobre o futuro da humanidade com o professor, historiador e filósofo israelense, Yuval Noah Harari – um dos palestrantes mais famosos do mundo, com mais de 20 milhões de livros vendidos, traduzidos em mais de 50 idiomas. Ele aceitou o convite do Luciano de visitar a Comunidade Tavares Bastos, na Zona Sul do Rio e fazer parte de uma roda de conversa. Respondendo à pergunta de um empreendedor sobre o que ele achava das impressoras 3D, Yuval respondeu que a máquina vai executar o que o humano mandar. Se mandarem imprimir armas, perderemos vidas, mas se o comando for impressão de corações, poderemos salvar pessoas. Percebe como nós, humanos, temos o controle remoto nas mãos? Quero dizer, somos nós quem comandamos a tecnologia e não o contrário. Portanto, o futuro depende de nós e não é clichê! Ainda sobre o futuro, Yuval alertou para os 3 maiores desafios fatais que enfrentaremos no mundo: guerra nuclear, mudanças ambientais e a disrupção tecnológica. As ações de hoje nesse sentido determinarão a nossa sobrevivência ou o fim da humanidade, segundo o historiador.

Robô chamou a atenção durante comercial na TV. (Foto: Reprodução)

Robô chamou a atenção durante comercial na TV. (Foto: Reprodução)

No intervalo entre o Domingão do Faustão e o Fantástico, um comercial roubou a cena. Juntando os assuntos tratados nos dois parágrafos anteriores, o anúncio merecia o prêmio de Melhores do Ano 2019, na categoria campanha publicitária, cujo tema é “Por um futuro cada vez mais humano”, do banco Itaú. No filme, uma criança pergunta a um robozinho se ele é o futuro e a resposta vem de uma forma emocionante.

O robô é capaz de resolver muitas questões, calcular dados com precisão, desempenhar uma série de funções com resultados superiores aos dos humanos, mas ele olha com inveja para as pessoas que se abraçam, que se cuidam, que se acariciam, porque gostaria de fazer o que considera o gesto mais importante da vida: dar e receber amor!

*Por Mariana Leão


*A coluna ‘K entre Nós’ é assinada pela jornalista Mariana Leão. Com 26 anos de profissão, passou por várias emissoras de TV. Apresentou o programa “Melhor Pra Você”, na Rede TV, foi repórter e apresentadora do “Hoje em Dia” da Record TV, foi repórter da Rede Globo e apresentadora de merchandising do “Domingão do Faustão”. Foi repórter do programa “Band Verão”. É a editora-chefe da revista “O Prelo” e assina esta coluna.

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Crítica: Especial de Natal do Porta do Fundos pega pesado, porém…

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Fábio Porchat e Gregório Duvivier no especial de natal do Porta dos Fundos (Foto: Reprodução)

O Porta do Fundos lançou mais um de seus especiais de Natal, na plataforma de Streaming, Netflix.

A dois anos eles tinham lançado um no Youtube, no ano passado o especial intitulado de “Se Beber, Não Ceie” foi para a plataforma – que ganhou o Emmy na Categoria melhor comédia -, devido ao enorme sucesso no natal passado, o contrato foi renovado e esse ano a bola da vez é “A Primeira Tentação de Cristo”.

A História se passa no aniversário de 30 anos de Jesus Cristo e a piada corre solta. Após passar 40 dias no deserto, Jesus volta gay enrustido, com um “amigo” bem afeminado chamado Orlando, José é o bom e velho conhecido popularmente de “corno bravo”, pois Deus – que é conhecido como Vitório -, dá uns pegas em Maria – que é uma fumante -, por aí você vê o peso da sátira.

É nítido que a história traz uma heresia, com pitadas de Blasfêmia no roteiro que não é nada simples, muito pelo contrário, é bem exagerado. Mas talvez esse seja o diferencial que Fábio Porchat e sua equipe busque ao produzi-lo.

Gregório Duvivier e Evelyn Castro como Maria e Jesus no Especial de Natal do Porta dos Fundos(Foto: Reprodução)

Muitos estão criticando fortemente a produção, mas vale lembrar que esse não é o primeiro filme a pegar pesado com a história da bíblia. Em 1999, o filme americano “Dogma” – dirigido por Kevin Smith – colocou a cantora Alanis Morissette no papel de Deus. Ben Affleck e Matt Damon fizeram Bartleby e Loki, dois anjos expulsos do céu e exilados em Wisconsin, EUA. Para voltar ao paraíso, eles planejam passar pela porta de uma igreja, tendo seus pecados perdoados. Se fizerem isso, porém, eles destruirão todo o equilíbrio da existência.

Em 2011 tivemos uma comédia para lá de curiosa chamada “Habemus Papam” na qual o papa Bento XVI se negava a uma missão de guiar milhares de fiéis. Seu passatempo era jogar vôlei com os seus cardeais.

O especial do Porta do Fundos é uma sátira pesada, porém é curiosa e boa de se ver. Se você for daqueles que acredita em qualquer coisa que sai na internet como por exemplo os 200 anjos que foram achados caídos na Antártida, ou aquelas histórias de espíritos em vídeos na internet, ou em vampiro, ou contos de fadas, melhor não dar play na história.

O que vale é a diversão e os risos que a produção arranca de quem assiste. Ele deve ser levado como um filme de comédia onde por acaso os personagens tem os mesmos nomes das histórias bíblicas.

Antônio Tabet, Evelyn Castro e Rafael Portugal como Deus, Maria e José no Especial de Natal do Porta dos Fundos(Foto: Reprodução)

O elenco conta com Gregório Duviver que faz Jesus, o personagem foi como uma luva, o rapaz é bem-sucedido no tom inocente, Porchat é o Orlando que vira Lúcifer, só ele poderia fazer o personagem, Antônio Tabet fez o Deus/Vitório, porém o personagem lembra muito o policial Peçanha dos esquetes Porta dos Fundos do Youtube, mas esse ano o protagonista dos melhores momentos foi sem dúvida nenhuma Rafael Portugal, o José tirando a nervoso, mas no fundo é corno. Se tem alguém que sabe fazer personagem que nunca se dá bem é ele, o ator é a cereja do bolo da produção. Sempre muito bem aproveitado e elogiado por onde passa, o roteiro na ponta da língua e com caras e bocas que só ele pode fazer, o cara é muito bom.

Entretanto, se tratando do final da história, merecia algo mais inteligente, não darei spoiler, mas Fábio Porchat – roteirista do projeto – pode ter pensado muito e acabou em uma escolha sem muito sentido, conseguiu encaixar Lúcifer, mas poderia ser melhor aproveitado, vale a dica para o próximo.

Em suma, “A primeira Tentação de Cristo” pega pesado, porém, vale a pena assistir.

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Mariana Leão: Bombeiro que humilhou atriz negra da Globo não pode ficar impune

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A atriz Cacau Protásio, contratada do Grupo Globo, sofreu com humilhação e preconceito nos últimos dias. (Foto: Reprodução/Instagram/Montagem)

A atriz Cacau Protásio, contratada do Grupo Globo, sofreu com humilhação e preconceito nos últimos dias. (Foto: Reprodução/Instagram/Montagem)

Um dos assuntos da semana, a humilhação vivida pela atriz Cacau Protásio, contratada do Grupo Globo, é tema da estreia da coluna K entre nós. Cacau usou as redes sociais para desabafar sobre o episódio e prometeu não deixar a situação passar impune

A indignação popular é tamanha e já há forte pressão para que haja punição severa por parte do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro. Apesar da Corporação divulgar em nota que não compactua com qualquer ato discriminatório e se solidariza com a atriz da Globo Cacau Protásio, isso não é o suficiente.

O CBMERJ precisa identificar os agentes racistas e homofóbicos e tirar-lhes a farda de quem salva vidas, independentemente de cor, sexo, religião ou biotipo. A instituição mais confiável do Brasil precisa dar o exemplo, mantendo sua tradicional conduta ética e, à Justiça, cabe identificar e punir civilmente os autores dos ataques preconceituosos.

Aliás, em um ponto, tenho mesmo que concordar com eles, não somos mesmo iguais. Há algo que, de fato, diferencia e segrega o ser humano: o caráter! Existe o bom e o mau, o primeiro merece viver em liberdade, já o segundo, deve ser contido para que suas atitudes não prejudiquem inocentes. Claro que existe recuperação e depende de cada um, mas a impunidade não promove reflexão, nem tampouco mudanças de atitude.

*Por Mariana Leão

Entenda o caso

Atriz da Globo, Cacau Protásio passou por humilhação durante esse semana. Entenda o caso. (Foto: Reprodução/Instagram/Montagem)

Atriz da Globo, Cacau Protásio passou por humilhação durante esse semana. Entenda o caso. (Foto: Reprodução/Instagram/Montagem)

A atriz Cacau Protásio foi vítima de um crime que virou moda ultimamente, trata-se do racismo. O caso aconteceu durante uma gravação do seu próximo longa-metragem “Juntos e Enrolados” no Quartel Central do Corpo de Bombeiros, no centro do Rio de Janeiro no último domingo(24).

Começaram a circular os áudios em que alguns bombeiros criticam e ofendem agressivamente a atriz. Logo ela tratou de imediatamente fazer um vídeo falando sobre o assunto.

Em um desabafo triste e indignada, Cacau disse: “Eu estou fazendo um filme, que faço um bombeiro, sargento, e domingo, fui filmar no batalhão de bombeiros no centro da cidade. Fui super bem recebida, bem assessorada, sendo que tem um bombeiro que fez um vídeo de uma cena solta e espalhou por aí. Em momento algum ele desceu para saber o que estava acontecendo, o que era, e a cena que ele postou é o pedaço de uma cena que é um sonho do meu superior. Eu faço um filme, eu conto uma história, aquilo é ficção, não é realidade. E ele espalhou o vídeo com um áudio me chamando de negra, gorda, filha da p***, aquela cambada de viado… racismo é preconceito, se vocês não sabem, se ele não sabe isso é muito triste. Não entendi o porquê de tanto ódio” disse Cacau.

E seguiu dizendo: “Sou negra, sou gorda, sou brasileira, sou atriz, eu conto histórias conto ficção, não mereço ser agredida, assim como nenhuma pessoa”.

E Finalizou: “A gente não fez nada de absurdo, se as pessoas pedirem para ver a cena, vão ver que não tem nada de absurdo. Mas respeito a opinião dos bombeiros […] Mas peço que a gente tenha mais compaixão um com o outro”. No filme, Cacau interpreta a bombeiro Sargento Diana, seu parceiro de cena é o ator Marcos Pasquim, o filme tem estréia prevista para 2020.


*A coluna ‘K entre Nós’ é assinada pela jornalista Mariana Leão. Com 26 anos de profissão, passou por várias emissoras de TV. Apresentou o programa “Melhor Pra Você”, na Rede TV, foi repórter e apresentadora do “Hoje em Dia” da Record TV, foi repórter da Rede Globo e apresentadora de merchandising do “Domingão do Faustão”. Foi repórter do programa “Band Verão”. É a editora-chefe da revista “O Prelo” e assina esta coluna.

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