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História da TV

O dia em que o elenco de Xica da Silva chorou a morte de Alexandre Lippiani

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O ator Alexandre Lippiani faleceu durante as gravações da novela Xica da Silva, trama exibida pela Manchete (Créditos: Reprodução)

O ator Alexandre Lippiani faleceu durante as gravações da novela Xica da Silva, trama exibida pela Manchete (Créditos: Reprodução)

Em maio de 1997, com gravações da novela Xica da Silva ainda em andamento, o ator Alexandre Lippiani sofreu um acidente de carro no Rio de Janeiro, se chocando contra um poste.

O ator vivia o personagem Padre Eurico na trama de Walcyr Carrasco e ganhou uma homenagem especial em sua aparição na história.

Na homemagem feita, o contratador João Fernandes (Victor Wagner) lê uma carta de despedida do padre, enquanto Xica (Taís Araújo) se debulha em lágrimas. O ator morreu aos 32 anos, com uma carreira promissora.

Lippiani na TV

O ator estreou como ator em Sassaricando, vivendo o personagem Tavinho na trama de 1987 da Globo e esteve também em Lua Cheia de Amor (1990) como Bubby.

Ainda no mesmo ano migrou para a Manchete onde atuou em Pantanal como Raimundo dos Santos e em 1991 na novela O Fantasma da Ópera, vivendo o personagem Ricardo Vasconcelos.

O ator Alexandre Lippiani viveu o personagem Padre Eurico na novela Xica da Silva (Crédito: Reprodução)

O ator Alexandre Lippiani viveu o personagem Padre Eurico na novela Xica da Silva (Crédito: Reprodução)

Em 1993 retornou para a Globo onde atuou em mais duas novelas Sonho Meu (1993) e Explode Coração (1995).

Atores “intocáveis” na Globo

Já há alguns anos a Globo tem promovido um verdadeiro corte no seu banco de talentos, demitindo de atores consagrados a apresentadores relevantes. Com a pandemia e toda a crise financeira, a direção da emissora ficou ainda mais seletiva.

De acordo com informações do jornalista Flávio Ricco, colunista do portal R7, a Globo pretende aumentar ainda mais o número de atores dispensados, sem contrato fixo com o canal. Alguns devem seguir na emissora apenas com contrato por obra, recebendo apenas enquanto estiver no ar.

Bruna Marquzine, Bruno Gagliasso, Malvino Salvador, Malu Mader, José Loreto, Bianca Bin e tantos outros deixaram o canal de vez ou vão trabalhar apenas por obra. Porém, a Globo tem a lista dos atores “intocáveis”.

A emissora carioca, segundo Flávio Ricco, pretende manter alguns atores com contrato fixo, considerados essenciais para as produções e mantendo a exclusividade com a Globo.

Fernanda Montenegro, Antonio Fagundes, Grazi, Tony Ramos, Marina Ruy Barbosa e Lília Cabral são alguns dos nomes na Globo que seguem com contrato fixo.

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História da TV

Alma Gêmea estreava há 16 anos na Globo

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Alma Gêmea

Alma Gêmea. (Foto: Reprodução/Internet)

No dia 20 de junho de 2005, entrava no ar Alma Gêmea, novela das seis da Globo mais assistida da década de 2000. Escrita por Walcyr Carrasco, a trama sobre reencarnação foi um grande sucesso, alçando o autor a levar suas histórias aos horários considerados mais “nobres”.

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Alma Gêmea

Alma Gêmea. (Foto: Divulgação/TV Globo)

A trama girava em torno do amor entre Rafael (Eduardo Moscovis) e Luna (Liliana Castro), dois jovens apaixonados considerados almas gêmeas. O amor deles é ameaçado pela inveja de Cristina (Flavia Alessandra), prima de Luna, que nutre uma paixão obsessiva pelo namorado da prima e deseja tudo o que ela tem. Quando Rafael e Luna se casam e têm um filho, Cristina vai trabalhar como governanta na casa deles e segue obcecada pelo marido da prima. Até que Luna ganha as joias de herança da família, deixando Cristina irada. Assim, ela arma com o cúmplice Guto (Alexandre Barillari) um assalto à prima, e Luna acaba morrendo. Rafael, então, passa a viver solitário e sofrer com a ausência da amada.

Mas, numa aldeia longe dali nascia Serena (Priscila Fantin), filha de uma índia com um garimpeiro. Serena cresce em uma aldeia indígena e sente que não pertence àquele lugar. Ela enxerga uma rosa branca na água e tem estranhas lembranças, até que o pajé da tribo explica a ela que a índia tem um sonho dentro de si, e precisará deixar a tribo para buscá-lo. Assim, Serena parte para a cidade de Roseiral, onde ganha a companhia do esperto Terê (David Lucas) e vai trabalhar como empregada na casa de Rafael. Quando Serena e Rafael se olham, despertam um amor imenso, inicialmente sem se darem conta de que são almas gêmeas, já que Serena é a reencarnação de Luna. Cristina, claro, não vai deixar barato a aproximação da índia e seu amor, e fará de tudo para afastá-los.

 Alma Gêmea

Alma Gêmea. (Foto: Divulgação/TV Globo)

Assim, Alma Gêmea conquistou o público com uma história de amor um tanto “água-com-açúcar”, mas totalmente arrebatadora. Vivendo a pérfida vilã Cristina, Flavia Alessandra experimentava uma grande virada em sua carreira, até então construída por mocinhas sem muita expressão. A dupla de malvadas que ela formava com Ana Lucia Torre, que vivia sua mãe Débora, era maravilhosa.

E, além da trama central, Alma Gêmea contava com tramas paralelas muito simpáticas e divertidas, nas quais o autor Walcyr Carrasco colocava seu humor ingênuo e pueril que consagrou suas tramas anteriores, O Cravo e a Rosa e Chocolate com Pimenta. Entre elas, a divertida história de amor de Olívia (Drica Moraes), uma mulher abandonada pelo marido que precisa tomar o rumo de sua vida sozinha, e Vitório (Malvino Salvador), um cozinheiro meio mal humorado.

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Alma Gêmea fez “explodir” o horário das seis em seu período de exibição, entre junho de 2005 e março de 2006. Em seus seis primeiros meses, a trama alcançou uma média de 37 pontos, e 59% de share, considerada a maior audiência da década. Seus números, muitas vezes, “encostavam” nos números registrados por Belíssima, a trama do horário das 21h da época que também registrava boa audiência. Teve média geral de 39 pontos, a maior audiência do horário na década de 2000.

 

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Esplendor: 21 anos da estreia da “novela de verão” da Globo

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Esplendor

Esplendor na Globo. (Foto: Reprodução)

Você sabia que a Globo já teve uma “novela de verão”? Em Janeiro de 2000, o canal carioca lançava um projeto que previa a exibição de tramas mais curtas às 18h, na tentativa de fugir do temido Horário de Verão, que deixava o público até mais tarde nas ruas e fazia os números despencarem.

O Canal relembra nesta quarta-feira(24) Esplendor, trama “gostosinha” de Ana Maria Moretzsohn que nunca foi reprisada pela Globo.

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A ideia, a princípio, era reformular a novela das 18h com uma aposta forte no humor. “Uga-Uga”, de Carlos Lombardi, estava cotada para a vaga das 18h, mas optou-se por Esplendor. A trama foi produzida a toque de caixa! Da aprovação da sinopse, de apenas três páginas, até a estreia, passaram-se apenas 45 dias – inclui-se aí os feriados de Natal e Ano Novo.

O enredo, contemporâneo, foi transferido para a década de 1950 para facilitar a produção. Cada capítulo custou US$ 30 mil, cerca de 50% do valor normalmente consumida por uma novela, cerca de 180 mil reais por capítulo.

Esplendor (2000)

Esplendor, novela de verão da Globo. (Foto: Reprodução/Instagram)

Esplendor girava em torno de Flávia Cristina, uma moça determinada que sustenta o único irmão Bruno, mas não percebe que ele é um mau-caráter, um marginal que a explora. Ao tentar defendê-lo de um agiota, Flávia pensa ter matado o homem, e, receosa de ser descoberta pela polícia, foge para o sul do Brasil, sem perceber que sua mala carrega dólares roubados pelo irmão.

Na viagem conhece Flávia Regina, uma moça fisicamente parecida com ela que está indo trabalhar como governanta na Vivenda do Sombrio, numa cidadezinha fictícia chamada Esplendor. Flávia Regina resolve acompanhá-la, mas um acidente com o ônibus põe Regina em coma no hospital, enquanto Flávia Cristina é confundida com ela e levada para a casa de seus patrões.

Esplendor

Letícia Spiller em Esplendor. (Foto: Reprodução/Instagram)

Para manter o interesse do público, Moretzsohn apostou em Flávia Regina, despertando do coma no qual entrou após um acidente de ônibus – que levou Flávia Cristina, fugindo do Rio de Janeiro por acreditar ter matado o agiota que chantageava seu irmão, a assumir sua identidade. Regina, a princípio, sofre com amnésia; o lapso de memória adia as descobertas de Frederico sobre a verdadeira história de Cristina. Mas esta, acuada, acaba se entregando.

Com Flávia Cristina expulsa da Vivenda do Sombrio, a novela inicia seu “segundo ato”, destacando o conluio de Flávia Regina e Cristóvão – também envolvido na morte de Elisa (Ângela Figueiredo), esposa de Frederico, e Pedro (Toni Borges), filho de Olga. No último capítulo, Cristóvão morre e Regina foge para o exterior com seu dinheiro, envolvendo-se com um charmoso piloto (Marcelo Serrado).

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Esplendor foi sucesso de audiência:

Bem-sucedida, com média final de 30,6 pontos – a maior do horário das 18h desde “Anjo Mau” (1997) com 31,8 – Esplendor acabou esticada. Dos 71 capítulos previstos para 83 e, por fim, 125.

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Globo tentou fazer nova Terra Nostra em 2002 e se deu mal

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 Esperança

Esperança, na Globo. (Foto: Reprodução/Twitter)

Há 19 anos, em 14 de fevereiro de 2002, a Globo estreava Esperança no seu principal horário de novelas, o das 21h. A expectativa do canal era grande. A ideia era repetir o sucesso de Terra Nostra (1999), mas a novidade não foi bem recebida pelo público e teve sérios problemas em sua trajetória.

O Canal relembra hoje a tumultuada aposta da Globo, que não deu certo e entrou para o hall de ‘fracassos’ do canal carioca.

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Esperança estreou em 17 de junho de 2002, num horário então atípico: 21h27, em razão do horário político. Naquela época, as ainda chamadas “novelas das oito” eram exibidas por volta de 20h50. Canais da Espanha, de Portugal e de países da América Latina solicitaram à Globo uma continuação de Terra Nostra (1999), então uma das campeãs de vendas no mercado internacional.

Batizada de “Uê, Paisano”, a Terra Nostra 2 da  Globo encontrou problemas logo na construção de sua sinopse: o autor Benedito Ruy Barbosa se revoltou ao ver o período que planejava reconstituir – a Segunda Guerra Mundial – como pano de fundo da minissérie Aquarela do Brasil (2000); e a manutenção do elenco, com outras tantas produções em andamento, ficou inviável.

De Terra Nostra, Esperança trouxe apenas uma citação ao fazendeiro Gumercindo (Antonio Fagundes), que teria quebrado após o “crash” da Bolsa de Nova York, em 1929 – sua propriedade acaba vendida ao imigrante italiano Vincenzo (Othon Bastos).

Toda a ação de Esperança transcorria a partir de 1931. O enredo, no entanto, não escapou da similaridade com o folhetim anterior de Benedito. Raul Cortez, por exemplo, viveu um italiano nas duas tramas, Francesco Maglianno e Genaro Tranquili.

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Nem só de italianos viveu Esperança; compunham o painel da história núcleos de judeus e espanhóis; personagens franceses, nordestinos e portugueses. A quantidade excessiva de sotaques, contudo, desagradou o público; o de Ana Paula Arósio, como a judia Camille, precisou ser atenuado.

Esperança também é lembrada pelo incidente ocorrido durante as gravações da cena em que Camille destrói a estátua de Maria (Priscila Fantin), feita por seu marido Toni, ainda apaixonado pela ex.

Ainda na linda dos acidentes, Ana Paula Arósio acabou atingindo o rosto de Reynaldo Gianecchini com uma barra de ferro; o ator tomou pontos internos em razão do corte na boca e precisou reconstituir um dente. Já Ana sofreu entorse no tornozelo direito. Os dois atores, mesmo machucados, levaram a cena até o fim.

Esperança estreou com consideráveis 47 pontos e picos de 51 pontos, desempenho similar ao da antecessora, O Clone (2001). No segundo capítulo, os índices despencaram para 40. Além da queda de audiência, outro problema incendiava os bastidores. Supostos desajustes entre Benedito e Luiz Fernando – um escrevia uma novela, outro dirigia outra -, foram desmentidos por ambos com direito à carta aberta de Barbosa para o elenco.

Esperança.

Esperança, na Globo. (Foto: Reprodução/Twitter)

A audiência minguou de vez com a excessiva quantidade de flashbacks, cenas de transição – aquelas que não servem para nada além de indicar uma curta passagem de tempo – e filmes em preto-e-branco das greves ocorridas na década de 30. Recursos que serviam para preencher os capítulos, entregues em cima da hora pelo autor.

Em setembro daquele ano, jornais e revistas deixaram de publicar os resumos da semana porque a Globo, simplesmente, não tinha o que divulgar. Cenas gravadas pela manhã eram exibidas no mesmo dia à noite. Na época, a possibilidade de encurtar Esperança e substituí-la pela minissérie A Casa das Sete Mulheres, então em produção chegou a ser ventilada na imprensa. Em dezembro de 2002, a novela chegou a então preocupantes 27 pontos num sábado, com o elenco gravando mais de 12 horas por dia. Foi o fim da linha. Benedito se afastou da novela e Walcyr Carrasco assumiu o posto de titular.

Com mudanças na história e investimento pesado no erotismo Esperança reagiu! Embora tenha chegado ao fim com uma das piores médias da faixa – 38 pontos – a novela voltou aos 40, batendo os 45, 51 e 50 de média, respectivamente, nos últimos três capítulos.

 

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