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Pesquisa FGV: 54% dos pequenos negócios têm custos comprometidos com dívidas

Os dados incluem micro e pequenas empresas (MPE) e microempreendedores individuais (MEI). Dos que contrariam empréstimos ou têm dívidas, pelos menos 28% estão com os saldos em aberto e estão em atraso. Especialista dá dicas de como utilizar bem o crédito sem comprometer as contas da empresa.

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A 13ª edição da pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) e Sebrae para medir o impacto da pandemia nos pequenos negócios mostrou que pelo menos 54% das micro e pequenas empresas (MPE) e empreendedores individuais (MEI) têm custos comprometidos com dívidas e pagamentos de empréstimos. Entre os MPE, cerca de 45% afirmaram ter dívidas para pagar. Já entre os MEI, o percentual foi de 62%. A pesquisa foi realizada entre 25 de novembro e 1º de dezembro de 2021 e divulgada no último dia 19 de janeiro.

Entre os endividados, 28% afirmaram ter saldo em aberto e boletos em atraso. O resultado das entrevistas também mostrou que desde a segunda edição da pesquisa, realizada em 2020, o percentual de empresas que passaram a buscar empréstimo para manter o negócio funcionando passou de 30% para 50%. Historicamente, as MPE sempre tiveram dificuldade em obter crédito, mas os dados da FGV mostraram que aumentou em 70% o número de negócios que solicitaram e conseguiram empréstimo em 2021.

A analista financeira Camila Carvalho, especializada em administração de empresas e finanças, explica que pedir empréstimos não é uma má ideia e pode ajudar a desenvolver o negócio. Entretanto, o pagamento do empréstimo não pode comprometer mais que 35% do lucro da empresa. “Quanto menor o número, melhor. O negócio parecerá bom em relação à sua receita se for 35% ou menos, e a dívida será administrável. Depois de pagar suas despesas, a empresa provavelmente terá dinheiro sobrando para economizar ou investir”, informa.

Ela complementa que se o lucro da empresa estiver comprometido com 36% a 49% para o pagamento de empréstimos, é possível gerenciar adequadamente, buscando a redução desse percentual. Entretanto, com mais de 50% comprometido, é hora de agir, pois a empresa fica limitada para economizar ou investir com o necessário. “Com mais da metade da renda destinada ao pagamento de dívidas, você pode não ter muito dinheiro para economizar, investir ou lidar com despesas imprevistas”, complementa.

Pedir empréstimo não é ruim, desde que feito com responsabilidade, aconselha especialista

Se for para alavancar o negócio e ajudar a empresa a se manter operando, os gestores não devem ter medo de solicitar crédito. A analista financeira Camila Carvalho, que trabalhou em bancos brasileiros e da Irlanda, explica que é possível solicitar empréstimo até mesmo para pagar as chamadas despesas operacionais, como capital de giro ou fluxo de caixa. Essa estratégia, entretanto, só funciona para empréstimos de curto prazo. “Embora pagar despesas correntes seja um bom motivo para fazer um empréstimo, não é uma solução de longo prazo. Como resultado, (o empréstimo) deve ser usado em conjunto com uma estratégia de negócios realista para cortar despesas ou aumentar a receita”, aconselha.

Em resumo, a especialista explica que o empréstimo deve ser usado apenas quando o gestor tem certeza de que esse aporte de recursos vai ajudar a alavancar a empresa, sem comprometer suas finanças. “O crédito é importante para as empresas construírem riqueza e participar da economia, não significa que usá-lo é sempre bom. O crédito é uma ferramenta e, como a maioria das ferramentas, pode ser mal utilizado também. Para evitar problemas, as empresas devem limitar os empréstimos e utilizá-los somente se puder reembolsá-los facilmente”, finaliza.

Apesar da crise, pequenos empresários estão confiantes de que seus negócios vão melhorar em 2022

A 13ª edição da pesquisa sobre o impacto da pandemia do coronavírus nos pequenos negócios mostrou que apesar da queda de faturamento nos últimos dois anos, pelo menos 65% dos empresários entrevistados afirmaram que os desafios provocaram mudanças que foram valiosas para o negócio e estão animados com novas oportunidades que o futuro reserva.

A esperança por dias melhores pôde ser observada no percentual de empresários que afirmaram que farão investimentos no negócio em 2022. Em comparação com a 9ª edição da pesquisa, realizada novembro de 2020, esta edição mostrou que houve aumento nos percentuais de quem vai investir em divulgação (13% X 20%, respectivamente), modernizar o negócio (13% X 17%), ampliar o mix de produtos (9% X 13%), ampliar a capacidade produtiva de atendimento (6% X12%), reformar o estabelecimento (6% X 9%), capacitação própria (6% X 9%) e capacitação de funcionários (manteve percentual de 2% nas duas edições). Dos que afirmaram que não pretendiam fazer investimentos, o percentual diminuiu de 37% em 2020 para 17% em 2021. 

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Marco Legal do Saneamento pode apoiar iniciativas privadas

Acre, Amazonas, Maranhão, Pará, Piauí, Roraima e Tocantins não conseguirem comprovar ter capacidade para realizar investimento na universalização dos serviços nas regiões atendidas; especialista fala sobre perspectivas do setor com a aprovação do Marco Legal do Saneamento

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Empresas estatais ou autarquias de saneamento dos Estados de Acre, Amazonas, Maranhão, Pará, Piauí, Roraima e Tocantins, após não conseguirem comprovar ter capacidade para realizar investimento na universalização dos serviços nas regiões atendidas  – conforme cobra a nova lei, em vigor desde julho de 2020 – correm risco de perder seus contratos com municípios onde operam. Com isso, prefeituras locais poderão procurar outras alternativas para o atendimento de serviços de água e esgoto, abrindo caminho para a atuação de empresas privadas, um dos objetivos do Marco Legal do Saneamento.

Este foi mais um capítulo do estabelecimento da nova legislação do setor, que teve sua chancela legal avalizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em dezembro. No julgamento, que durou três sessões plenárias, a Corte acatou o parecer do MPF (Ministério Público Federal), durante sustentação oral na tribuna. Em consequência disso, as ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) 6.492, 6.536, 6.583 e 6.882 que questionam a Lei 14.026/2020 foram julgadas incongruentes.

Como resultado, a lei 14.026/20 atualizou o Marco Legal do Saneamento para atribuir à ANA (Agência Nacional de Águas) autoridade para remodelar normas de referência sobre o serviço de saneamento, modificar as atribuições do cargo de Especialista em Recursos Hídricos e Saneamento Básico e aperfeiçoar as condições estruturais do saneamento básico no país.

A atualização também deu a ANA a autoridade para definir os prazos para a disposição final apropriada dos rejeitos, além de ampliar seu âmbito de aplicação às microrregiões. À agência ainda compete autorizar a União a participar de fundo com o fim específico de financiar serviços técnicos especializados.

Bruno Andrade, CEO da VPA Equipamentos – empresa de engenharia que atua com equipamentos e soluções para escoramento e contenção de solos -, destaca que, com o reconhecimento da constitucionalidade do Marco Legal do Saneamento Básico por parte do STF, as empresas do setor já estão se preparando para atuar neste âmbito, considerando o possível “boom” que irá ocorrer em decorrência da recente atualização.

“Agora, as empresas à frente de obras deverão se adaptar por meio de investimentos em máquinas e equipamentos para locação e venda, além da aquisição de novos produtos e da aposta em tecnologias inovadoras, em pessoal e formação de talentos”, explica.

Marco Legal deve aquecer a área de equipamentos de segurança

Na visão de Andrade, houve um aquecimento no mercado por conta da aprovação da nova legislação. “O setor está em pleno crescimento, com indicativos de que o segmento será o ‘combustível’ para a economia do país”. De fato, uma análise da agência de classificação de risco S&P Global Ratings indica que o saneamento deve sustentar investimentos em infraestrutura a partir de 2022.

O relatório demonstra que, após um 2021 marcado por forte volume de investimentos no setor industrial, a consistência nos aportes reflete o caráter de longo prazo dos dispêndios em infraestrutura e o espaço para expansão do saneamento básico.

Para o CEO da VPA Equipamentos, o  Marco Legal pode aquecer a área de equipamentos de segurança uma vez que, atualmente, toda vala aberta abaixo de 1,5m exige a utilização de equipamento de proteção. “Atualmente, 84% da população tem água potável e apenas 53% tem coleta e tratamento de esgoto, e a meta estabelece que 99% dos brasileiros devem receber água potável e 90% coleta e tratamento de esgoto até 2033”, esclarece.

Andrade conclui que o alcance das metas do novo Marco Legal do Saneamento Básico demandará obras de redes de água, esgoto e estações de tratamento, além de aterros sanitários, bacias de contenção, entre outros. “As obras têm uma previsão de investimentos de mais de R$ 700 bilhões em 10 anos, o que pode beneficiar não apenas o setor de engenharia, mas todo o país, com a distribuição de emprego e renda, para além dos próprios benefícios das metas alcançadas”.

Para mais informações, basta acessar: https://www.vpaequipamentos.com.br/

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Aplicativos dinamizam setor de cupons de desconto no Brasil

Iniciativas com aplicativos prometem movimentar setor de turismo no país na retomada pós-pandemia

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Descontos nas compras de produtos ou em restaurantes são sempre bem-vindos para consumidores – sobretudo aqueles que também estão exercendo o papel de turistas nestas experiências de consumo. E se para quem compra trata-se de uma estratégia de economia e de melhor aproveitamento do dinheiro, seja no dia a dia ou em viagens, para quem está do outro lado do balcão, a oferta de descontos também pode se mostrar algo proveitoso para que uma relação de fidelidade seja estabelecida com o cliente.

O oferecimento de cupons de descontos é algo antigo, tendo um dos registros mais antigos e célebres ocorrido em 1887, nos Estados Unidos, quando o magnata Asa Candler, que havia comprado a fórmula da Coca-Cola, em uma estratégia de marketing para o lançamento do produto, promoveu a distribuição vouchers impressos em revistas, que podiam ser trocados por refrigerantes grátis em stands de venda.

O negócio de cupons de desconto, como grande parte do comércio, tem passado nos últimos anos por uma intensa transformação digital, alterando o antigo formato de revistas com cupons a serem recortados para sites e aplicativos de celular, movimentando, anualmente, grandes cifras: de acordo com uma estimativa de um dos grandes players do mercado, o Cuponomia, o mercado de desconto gerou R$ 6 bilhões em vendas ao e-commerce em 2020.

Para Neemias Benício, CEO da empresa CupomDDesconto, uma das principais tendências da atualidade, no âmbito da oferta de descontos vinculados ao mercado de turismo “são aplicativos que funcionam como clube e oferecem aos seus associados descontos agressivos em restaurantes, hotéis, traslados, passeios”, como é o caso do app Prime Gourmet, parceiro da empresa que comanda. 

O mercado de turismo ainda reorganiza suas previsões de retomada por conta da expansão, nas últimas semanas, da variante ômicron do coronavírus Sars-Cov-2, mas pesquisas sugerem que turistas de todo o mundo planejam voltar a viajar tão logo a crise sanitária dê uma trégua. 

De acordo com um estudo recente realizado pelo Expedia Group, em que foram entrevistados 5.500 pessoas de oito países, 81% dos respondentes planejam tirar férias com amigos e familiares nos próximos seis meses. Já uma pesquisa realizada pelo Booking com quase 25 mil brasileiros apontou que, para 83% dos entrevistados, viajar promove uma melhora do bem-estar mental maior do que outras formas de descanso e relaxamento. 

Benício avalia que, com as novas tecnologias usadas no segmento de cupons de desconto, o mercado tende a se expandir cada vez mais. Falando especificamente sobre os aplicativos de celular, ela afirma que a facilidade de visualização das ofertas e descontos “na palma da mão” e a utilização de recursos de geolocalização “que permitem, por exemplo, identificar o restaurante parceiro mais próximo de onde o turista está”, bem como “a possibilidade de ver as avaliações de outros usuários que já usaram determinado serviço com desconto”, possibilitam empresas que adotem esta estratégia, “cresçam agressivamente no mercado turístico”.

Sobre as novas tendências do mercado, o CEO do CupomDDesconto cita os cashbacks como umas das principais ferramentas a serem adotadas pelas empresas no futuro a curto e médio prazo. 

“Hoje a grande força de desconto está muito relacionada ao cashback, que é a devolução de uma porcentagem do valor pago em uma compra”, afirma “Os grandes players do turismo tem criado seus próprios programas de cashback”. 

Para saber mais, basta acessar: https://cupomddesconto.com.br/

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Pedro Pereira anuncia “Se Liga No Set” podcast que estreia nesta quarta-feira

Com convidados que integram o mercado o podcast inédito aborda temas do mundo audiovisual.

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Estreia nesta quarta-feira (26) às 20h o “Se Liga No Set”, o primeiro podcast que conversa sobre o backstage dos sets de filmagem. Apresentado por Pedro Pereira, técnico de streaming e fundador do projeto, “Se Liga No Set” terá um novo episódio a cada semana, com temporadas mensais, e receberá profissionais da área. O intuito é levar ao público todas as histórias, experiências e curiosidades dos bastidores, como também os processos de criação.  

O projeto nasceu em 2019, quando ainda era conhecido por “Minha Função No Set”. Com a chegada da pandemia, da nova era no âmbito profissional e da adesão ao trabalho remoto, o programa passou por uma reformulação e, em 2022, ganhou o formato de podcast e nova identidade, passando a se chamar “Se Liga No Set”. “Em uma conversa livre e aberta, o programa visa mostrar os detalhes dos bastidores das gravações audiovisuais, nacionais e internacionais, passando por diversos departamentos e salientando o quanto cada profissional da área é importante para a construção de um conteúdo de qualidade, seja ele publicitário ou uma obra de ficção”, explica Pedro. 

Através de bate-papos enriquecedores, “Se Liga No Set” vai trazer informações inéditas para o público, que vão além das imagens vistas nas telas do cinema e da TV. Os episódios da primeira temporada contarão com a presença de convidados, inseridos há anos no mercado. Nomes como João Luz, produtor executivo, Thiago Eva, diretor cinematográfico, Spider Lemos, supervisor de VFX e Ulisses Malta Jr, diretor de fotografia, já foram confirmados. Todos os episódios estarão disponíveis nas plataformas digitais, entre eles, YouTube, Spotify, Apple Podcast e Google Podcast, para todo o Brasil. 

Pode ser encontrado através do Instagram: www.instagram.com/seliganoset

Pedro Pereira, idealizador do “Se Liga No Set”

Nascido em São Paulo, Pedro Pereira tem 20 anos de idade e atua no mercado audiovisual como operador de VFX, técnico de streaming e assistente de câmera. Aos 14 anos, realizou seu primeiro trabalho profissional, que já indicava o começo promissor de uma carreira brilhante. Aos 16, escreveu seu primeiro roteiro de curta metragem, aprovado para captação na Lei Rouanet. Sempre em movimento, em agosto de 2019, Pedro decidiu fazer seu próprio canal no YouTube e colocá-lo no ar.

A pandemia fez com Pedro buscasse inovações e, então, pôde apresentar ao mercado audiovisual novas formas de continuar suas produções, com a gravação do primeiro comercial nesse período para uma das maiores empresas de café do país. A partir de então, outras grandes marcas integraram seu portfólio. Após quase dois anos de trabalho intenso, e um respiro em sua agenda, Pedro decidiu retomar um projeto audiovisual antigo e, agora, estreia o podcast “Se Liga no Set” em âmbito nacional.

 

Estreia Se Liga No Set – Podcast
Dia: 26 de janeiro de 2022, quarta-feira
Horário: às 20h
Onde: YouTube, Spotify, Apple Podcast e Google Podcast
Mídia Social: @seliganoset

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