CONECTE-SE CONOSCO

Colunas

Perfil de Carolina Aguaidas: de “ovelha negra” da família à bancada do SBT Brasil

Publicado há

em

Olá seja muito bem vinda(o), eu sou Wesley Ferreira, CEO do O Canal parceiro do IG 😘 e tenho a satisfação de estrear a coluna “Perfil“, que trará a cada quinze dias a história de personagens de sucesso da TV, que não são contadas, a final a TV brasileira hoje em dia só dá enfase ao sensacionalismo, não é mesmo Geraldo?! Aproveita e me segue no insta @srwesleyferreira!O primeiro perfil a ser traçado aqui é de uma gaúcha (tche kkk) Carolina Aguaidas, carinhosamente conhecida como Carol, e me perguntaram: por que a Carol? Porque estamos nos aproximando do Dia das Mães, ela está grávida da Isabela de 7 meses e é casada com o também jornalista Gustavo Berton, e segue firme nas atividades de repórter e ancora da segunda maior emissora de TV do País, afinal gravidez não é doença e sim uma dádiva de Deus! Fora que eu AMO trabalhar com mulheres e digo, as mulheres são o futuro da nação (sem demagogia), hoje nas duas empresas que administro, são 70% mulheres, da minha sócia à gerencia e os homens estão querendo chegar lá (zueira tá gente!?) 😂.

Mas voltando ao nosso foco, nossa gaúcha de 34 anos, nascida no dia 25 de setembro (não é qualquer mulher que revela a idade REAL, né Gloria Maria?) do signo de Libra, nascida em de 1984 (olha elaaaaa,melhor que Wikipédia tá!) hoje apresenta aos Sábados o SBT BRASIL. Durante a semana faz reportagens pra todos os jornais do SBT e ainda ancora o SBT notícias durante a madrugada (suprindo a carência deixada por Ana Paula Padrão,né pai?) topou o desafio de fazer um #EnsaioGestante totalmente produzida pela equipe do O Canal (corajosa!?) além de dar uma entrevista contando sobre sua vida pessoal, profissional!

De acordo com as recomendações de Maísa Alves, diretora de comunicação do SBT escolhemos o Studio CarlosTorres que hoje é Referência  em Ensaio de gestantes no Brasil para esta sessão de fotos #apenaxxxx

Sem mais enrolação! Vamos a entrevista exclusiva.

De onde surgiu o desejo de ser jornalista?

“O desejo de ser jornalista vem desde que eu era pequena. Eu sempre gostei muito daquela história: ‘a criança gosta de ler, escrever’ e eu sempre gostei muito dessas duas coisas! Eu até brinco, hoje trabalho com o Carlos Nascimento e eu cresci com isso, [eu tinha] seis/sete anos e o Nascimento já estava numa bancada. Sempre acompanhei isso bem de perto. Quanto eu morava no Rio Grande do Sul e tinha dez anos, participei de um concurso promovido pelo Zero Hora,  jornal de maior circulação por lá. O concurso ‘jornalista por um dia’, que eles fazem todo dia 12 de outubro, onde a gente mandava reportagens e eles publicavam em um caderno especial. Duas vezes eu ganhei!

Desde bem cedo eu sempre gostei. A minha família inteira, minha mãe, meu pai e minha irmã são advogados e eu fui meio que a ‘ovelha negra’ da família. Meus pais foram muito abertos e super apoiaram, tanto que na época que eu era pequena minha mãe ia comigo fazer os concursos. Se eu não fosse jornalista não sei o que seria, porquê eu nunca pensei em outra coisa que eu fosse fazer.”

[ngg src=”galleries” ids=”3" display=”basic_thumbnail”]Como você reagiu, ao em 2012, ser transferida para o SBT em São Paulo e começar a ver o seu trabalho atingir público nacionalmente?

“Foi muito legal! Eu sempre tive boas experiências. Entrei na faculdade em 2002 e já fazia estágio na rádio da Universidade e eu já adorava! Em 2004 entrei na Band, no Rio Grande do Sul e comecei em rádio, depois acabei indo para a TV, e virei moça do tempo. Por lá eu comecei a mesclar com reportagem. Em 2010, fui para o SBT em Porto Alegre. Comecei a fazer as reportagens que vinham para São Paulo de rede nacional, porque eu era repórter local e os repórteres de rede às vezes estavam de férias ou viajando…

A partir disso, comecei a fazer muita matéria para o Jornal do SBT, que na época era o Carlos Nascimento que apresentava. Quando tinha frio no Rio Grande do Sul o jornal entrava no ar 02h30 da manhã, lá ficava a Carolina batendo queixo no frio, no vento, para falar da neve e eu adorava! Nunca me neguei, pelo contrário. E para mim, eu já comecei a dizer assim: ‘gente, estou falando com o Carlos Nascimento, cara que eu a vida inteira vi.’

Então você sair do regional para ir ao nacional é muito legal! Em 2012 abriu uma vaga dentro do perfil das coisas que eu fazia, fazer reportagens e entradas ao vivo dentro do Jornal da Manhã, aí eu vim para São Paulo [[…]ocê fica assim: ‘nossa, estou saindo de Porto Alegre para fazer matéria em rede nacional, será que consigo?’ Tu sabe que tu consegue, mas assim, estou do lado do Fábio Diamante e Simone Queiroz que tem 20 anos de experiência na minha frente. Mas eu nunca falei que não era capaz!”

Desde sua transferência para SP, até hoje você vem ganhando cada vez mais espaço no SBT. Como foi ancorar pela primeira um telejornal nacionalmente na emissora?

“Foi incrível! Era final de janeiro de 2015. Na época eles estavam gravando pilotos, gravaram com algumas jornalistas da casa porquê precisavam de mais alguém na escala dos sábados e fui a escolhida! Eu avisei a todo mundo, todo mundo ficou sabendo e eu falei: ‘me assiste! Hoje é o dia D da Carolina no SBT Brasil’.

Mas eu consigo manter uma tranquilidade mesmo quando eu tenho alguma coisa nova para fazer, sabe? E deu super certo! Eu não errei nada, não gaguejei, não errei as câmeras… Quando terminou todas as minhas amigas me mandaram mensagens, foi um retorno bem positivo para a estreia.”

Desde 2017 você apresenta ao lado do seu marido, conteúdos voltados ao Crossfit no YouTube. Desde quando você é praticante dessa modalidade esportiva e como surgiu o interesse?

Em 2015 a gente começou. Tinha uma academia que era perto do apartamento que a gente morava e era de treinamento funcional. E foi nessa academia, ia correr no Parque… A gente sempre ia porquê era uma coisa que tinha que ir, mas não era algo que amávamos. Conhecemos o lugar, o dono, começamos a frequentar e o CrossFit tava meio que engrenando nessa época aqui no Brasil, só que eles colocavam alguns elementos do CrossFit dentro desse treinamento funcional e a gente começou a adorar aquilo. Engrenamos, começamos a gostar muito, pois o CrossFit é um esporte muito dinâmico, cada aula é uma aula diferente onde você aprende muita coisa. Eu fui superando os meus limites! A primeira vez que você consegue dar um salto sozinha fala: ‘Nossa! que incrível!’ E o CrossFit é muito legal por isso, é uma competição consigo mesmo e dar um resultado muito mais rápido de corpo e definição.”

“A gente sempre ouviu muitas pessoas dizendo assim: ‘Ah, mas com CrossFit você vai ficar o dobro do tamanho’, aquela coisa tipo um pré-julgamento. E a gente começou a pensar nisso, em fazer uma coisa para mostrar que o CrossFit não é só isso. Não é só o porradão, o ex bombado da academia que agora é CrossFiteiro, a menina ‘alá’ Gracyanne Barbosa… A partir daí a gente resolveu criar o PlayCross, que é um canal no YouTube que a gente faz vídeos sobre o CrossFit e mostra vários cenários diferentes de pessoas que mudaram de vida e estão mais felizes hoje por causa da prática do esporte.”

Para mostrar o quão é adepta a prática de CrossFit, Carol Aguaidas nos enviou um vídeo  de um dos seus treinos grávida. (Caro leitor, é importante a supervisão de um profissional para a reprodução dos exercícios.)

Você está com sete meses de gestação e à espera de Isabela, sua primeira filha. O que mudou em você desde a descoberta da gravidez?

“Quando a mulher descobre que está grávida já começa a mudar! Você já sabe que tem que dar uma segurada, ir mais devagar nas coisas… Então, acho que a gente muda desde então. Eu sou uma pessoa bem agitada, não paro muito, estou sempre falando ou fazendo alguma coisa. Mas acho que estou um pouco mais calma. Eu acho que a gestação me ensinou mais isso, a ser uma pessoa mais paciente que eu costumo ser!”

Sabemos que está cedo ainda, mas pretende futuramente dar um irmão ou irmã para Isabela?

“É cedo para a gente falar sobre esse assunto. Eu e meu marido, cada um tem uma irmã! Eu perdi minha mãe muito cedo, tinha 16 anos quando ela faleceu, e eu sei o quanto é importante ter mais alguém, além da gente. Acho que um irmão é sempre bem vindo!

Quando a gente é pequeno aprende a compartilhar, dividir as coisas e se aprende isso, coisas que filho que o filho único talvez tem mais dificuldade ao longo da vida!”

Do início de sua carreira até hoje houve alguma reportagem que você não gostou de fazer? Caso não, já alguma que não lhe deixaria confortável?

“Infelizmente no jornalismo tem que falar sempre de tragédia, de morte, gente jovem… que é a realidade brasileira e hoje é o que o público gosta de ver e a gente vê pela audiência dos telejornais. Eu nunca gostei de ter que chegar em um velório e ter que olhar para a mãe ou pai de alguém que morreu e dizer assim: ‘Como é que você está se sentindo? Para o jornalista é isso é muito ruim né? Você tem que fazer, é o seu trabalho. Você precisa ali da mãe falando, chorando, contando o que aconteceu, mas a gente parece um monte de urubu em volta daquela família. Tem que ter um jogo de cintura, saber como chegar naquela família e que a pessoa entenda que você está ali para tentar ajudar e e tentar fazer que isso não aconteça com outras pessoas! Não só pelo fato de ter a mãe chorando que vai te dar audiência. Acho que enquanto jornalista o mais importante é você conseguir contar bem a história independente da audiência! Então isso é uma coisa que eu nunca me senti bem, mas é do jogo e a gente tem que fazer.”

Há alguém no mundo televisivo que foi sua inspiração para o jornalismo?

“Eu sempre gostei muito do texto da Sônia Bridi, por exemplo! Eu sempre gostei na parte ainda enquanto ela ainda trabalhava no jornalismo, na carreira da Patrícia Poeta, porquê tinha uma referência de ser do Sul, feito uma caminhada parecida. Agora ela não está no jornalismo, mas chegou na bancada do Jornal Nacional. Eu sempre gostei muito do trabalho, sempre acompanhei e hoje sou muito feliz de ter uma relação próxima com o Carlos Nascimento também! Acho que ele tem uma super carreira, né? Fez o que todo mundo deveria fazer, de ter tido uma carreira super extensa e com um monte de coberturas grandes como repórter para depois ir para uma bancada ancorar um telejornal, ele faz o jornal, chega mais cedo, sabe tudo que vai ao ar. É tipo um âncora como eu acho que a gente tem que ser mesmo. Não só sentar na frente da câmera para ler TP, você tem que se envolver e saber tudo o que está acontecendo e ele é um dos grandes exemplos que hoje eu tenho próximo de mim, que mostra que ainda dá para fazer jornalismo assim.”

Fora do ar, qual a sua rotina durante o dia?

“Hoje depende do dia, porque cada dia a gente trabalha em um horário, faz algum a coisa… Mas assim, no meu dia a dia antes da gravidez não podia faltar sempre ter uma boa alimentação, eu e meu marido a gente sempre cuidou para não comer muita porcaria, fazer marmita para passar o dia inteiro fora, trabalhar. O CrossFit sempre foi uma diversão, a gente geralmente ia seis vezes por semana, de segunda a sábado, então essas coisas não podiam faltar! Eu gosto muito de sair, sair com os meus amigos, ir ao barzinho, num restaurante. Acho que essas coisas também são saudáveis, a gente tem que fazer. É o que São Paulo oferece! Eventos culturais, teatros musicais eu gosto, mas acaba faltando tempo durante a semana e no fim de semana a gente trabalha e também não tem muito tempo.”

Qual o seu maior sonho e onde quer chegar com seu trabalho na TV?

“Esses dias a memória do Facebook me relembrou que quando eu estava no SBT RS, acho que em 2010, eu dei uma entrevista para um site local de lá e eles me perguntaram o que eu queria estar fazendo daqui a cinco anos. Eu disse ‘eu quero estar trabalhando, fazendo o que gosto e apresentar um telejornal’. Em 2015 isso aconteceu! Eu acho que meu sonho é  sempre ter um novo desafio dentro do que eu gosto de fazer, seja dentro da reportagem ou dentro da apresentação.

Eu gosto muito de apresentar, as pessoas falam que eu consigo levar a informação de uma maneira que não é tão dura. As pessoas têm uma simpatia quando eu estou na bancada do telejornal. Eu acho que isso eu gosto muito de fazer e, de repente ter uma bancada para estar ali todo dia, porquê no SBT eu passo muito tempo na bancada, mas na substituição dos apresentadores. Então eu acho que ali seria um produto que você estará todos os dias e pode dar a sua cara, porque enquanto você substitui, você faz o seu trabalho, mas o produto é de outra pessoa. Nem penso em trocar a cara de um produto que não é meu, não é do meu perfil. Eu acho que ter um negócio que podemos fazer todo dia, dar a sua cara, auxiliar, dar sugestão de pauta, seria uma coisa que eu teria a realizar, apesar de ser muito feliz com as coisas que fiz até hoje!”

Reportagem: Wesley Ferreira
Pauta: Iago Santos
Edição: João Pedro Biott
Imagens: Juliana Daprá
Agradecimentos: Comunicação SBT, Studio Carlos Torres

 

Comente com seu Facebook

Advertisement
1 Comment

1 Comment

  1. dabcentercom

    8 de abril de 2019 at 22:54

    muito bom

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Colunas

Crítica: Especial de Natal do Porta do Fundos pega pesado, porém…

Publicado há

em

Fábio Porchat e Gregório Duvivier no especial de natal do Porta dos Fundos (Foto: Reprodução)

O Porta do Fundos lançou mais um de seus especiais de Natal, na plataforma de Streaming, Netflix.

A dois anos eles tinham lançado um no Youtube, no ano passado o especial intitulado de “Se Beber, Não Ceie” foi para a plataforma – que ganhou o Emmy na Categoria melhor comédia -, devido ao enorme sucesso no natal passado, o contrato foi renovado e esse ano a bola da vez é “A Primeira Tentação de Cristo”.

A História se passa no aniversário de 30 anos de Jesus Cristo e a piada corre solta. Após passar 40 dias no deserto, Jesus volta gay enrustido, com um “amigo” bem afeminado chamado Orlando, José é o bom e velho conhecido popularmente de “corno bravo”, pois Deus – que é conhecido como Vitório -, dá uns pegas em Maria – que é uma fumante -, por aí você vê o peso da sátira.

É nítido que a história traz uma heresia, com pitadas de Blasfêmia no roteiro que não é nada simples, muito pelo contrário, é bem exagerado. Mas talvez esse seja o diferencial que Fábio Porchat e sua equipe busque ao produzi-lo.

Gregório Duvivier e Evelyn Castro como Maria e Jesus no Especial de Natal do Porta dos Fundos(Foto: Reprodução)

Muitos estão criticando fortemente a produção, mas vale lembrar que esse não é o primeiro filme a pegar pesado com a história da bíblia. Em 1999, o filme americano “Dogma” – dirigido por Kevin Smith – colocou a cantora Alanis Morissette no papel de Deus. Ben Affleck e Matt Damon fizeram Bartleby e Loki, dois anjos expulsos do céu e exilados em Wisconsin, EUA. Para voltar ao paraíso, eles planejam passar pela porta de uma igreja, tendo seus pecados perdoados. Se fizerem isso, porém, eles destruirão todo o equilíbrio da existência.

Em 2011 tivemos uma comédia para lá de curiosa chamada “Habemus Papam” na qual o papa Bento XVI se negava a uma missão de guiar milhares de fiéis. Seu passatempo era jogar vôlei com os seus cardeais.

O especial do Porta do Fundos é uma sátira pesada, porém é curiosa e boa de se ver. Se você for daqueles que acredita em qualquer coisa que sai na internet como por exemplo os 200 anjos que foram achados caídos na Antártida, ou aquelas histórias de espíritos em vídeos na internet, ou em vampiro, ou contos de fadas, melhor não dar play na história.

O que vale é a diversão e os risos que a produção arranca de quem assiste. Ele deve ser levado como um filme de comédia onde por acaso os personagens tem os mesmos nomes das histórias bíblicas.

Antônio Tabet, Evelyn Castro e Rafael Portugal como Deus, Maria e José no Especial de Natal do Porta dos Fundos(Foto: Reprodução)

O elenco conta com Gregório Duviver que faz Jesus, o personagem foi como uma luva, o rapaz é bem-sucedido no tom inocente, Porchat é o Orlando que vira Lúcifer, só ele poderia fazer o personagem, Antônio Tabet fez o Deus/Vitório, porém o personagem lembra muito o policial Peçanha dos esquetes Porta dos Fundos do Youtube, mas esse ano o protagonista dos melhores momentos foi sem dúvida nenhuma Rafael Portugal, o José tirando a nervoso, mas no fundo é corno. Se tem alguém que sabe fazer personagem que nunca se dá bem é ele, o ator é a cereja do bolo da produção. Sempre muito bem aproveitado e elogiado por onde passa, o roteiro na ponta da língua e com caras e bocas que só ele pode fazer, o cara é muito bom.

Entretanto, se tratando do final da história, merecia algo mais inteligente, não darei spoiler, mas Fábio Porchat – roteirista do projeto – pode ter pensado muito e acabou em uma escolha sem muito sentido, conseguiu encaixar Lúcifer, mas poderia ser melhor aproveitado, vale a dica para o próximo.

Em suma, “A primeira Tentação de Cristo” pega pesado, porém, vale a pena assistir.

Comente com seu Facebook

CONTINUE LENDO

Colunas

Mariana Leão: ‘Amor de mãe’, novela da Globo, mostra a maior força do universo

Publicado há

em

Na coluna K Entre Nós dessa semana, a jornalista Mariana Leão liga a história da novela ‘Amor de Mãe’ com um caso real acontecido há pouco tempo.

Regina Casé dá o tom da realidade às cenas da novela Amor de Mãe, atual folhetim do horário nobre exibido pela TV Globo. A atriz impressiona com sua interpretação verossímil, genuinamente brasileira e arraigada na intensidade de uma mãe protetora. Casamento perfeito com a abertura da trama, inovadora, alheia à computação gráfica, um clipe de cenas reais do cotidiano da maternidade.

Muitas mulheres vão se enxergar em Lurdes, personagem escrita pela autora Manuela Dias. Em filho dela, ninguém “trisca”, fica a dica dessa mãe que não se conforma em ter perdido um dos seus. A novela tem três protagonistas de peso. Além de Regina Casé, Adriana Esteves e Taís Araújo mostram do que um instinto de mãe é capaz. De fato, indubitavelmente, uma força inesgotável e milagrosa.

Taís Araújo, Adriana Esteves e Regina Casé são as protagonistas de Amor de Mãe (Foto: Divulgação)

Taís Araújo, Adriana Esteves e Regina Casé são as protagonistas de Amor de Mãe (Foto: Divulgação)

Da ficção para a vida real, o que aconteceu com Maria Laura Ferreyra, de 42 anos, em Córdoba, na Argentina, deixou os médicos perplexos. Após um mês em coma, essa mulher acorda para amamentar a filha. A menina de dois anos sentou-se ao lado da mãe na cama e começou a fazer sons que costumava fazer quando estava com fome. Automaticamente, Maria Laura abriu os olhos, levantou a bata e começou a amamentar a filha. “Foi mágico, um momento único. Todos choramos. Ver o abraço delas e o instinto materno foi maravilhoso. Sou iluminado por testemunhar aquele momento”, comentou o marido.

Segundo a médica Laura Weldon, as células cheias de DNA das crianças, podem viver nos corações de suas mães, nos cérebros, em qualquer lugar do corpo. E permanecem assim por décadas e décadas. “Isso é verdadeiro mesmo se o bebê nem chegou a nascer”, afirma a médica e continua: “Quando o coração está ferido, células fetais parecem migrar para o local da lesão e se transformam em vários tipos diferentes de células cardíacas. Algumas dessas células podem até começar a bater, conforme foi visto em um estudo com ratos. Então, tecnicamente, os cartões de dia das mães estão certos: uma mãe realmente carrega seus filhos em seus corações”.

Mulher acorda do coma para amamentar filha. (Foto: Reprodução)

Mulher acorda do coma para amamentar filha. (Foto: Reprodução)

Segundo estudo da Universidade de Pittsburg, um beijo da mãe em um pequeno machucado é tão eficaz quanto um remedinho para o tratamento da dor. Foram observadas 248 crianças que sofreram pequenos tombos ou arranhões em seus braços e pernas. O interessante foi que, as crianças que receberam um beijo da mãe sobre a área da lesão experimentaram alívio da dor mais rápido do que as crianças que receberam apenas remédio.

A autora que liderou o estudo, a psiquiatra infantil Joan Luby, da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, descobriu que uma importante área do cérebro cresce duas vezes mais rápido em crianças cujas mães demonstravam afeto e apoio emocional, em comparação com as que eram mais distantes e frias.
Então, se você é mãe, saiba que a Mulher Maravilha estará na sua frente quando se olhar no espelho. E, se você é filho ou filha, tente entender que tudo que sua mãe faz é por amor.

*Por Mariana Leão


*A coluna ‘K entre Nós’ é assinada pela jornalista Mariana Leão. Com 26 anos de profissão, passou por várias emissoras de TV. Apresentou o programa “Melhor Pra Você”, na Rede TV, foi repórter e apresentadora do “Hoje em Dia” da Record TV, foi repórter da Rede Globo e apresentadora de merchandising do “Domingão do Faustão”. Foi repórter do programa “Band Verão”. É a editora-chefe da revista “O Prelo” e assina esta coluna.

Comente com seu Facebook

CONTINUE LENDO

Colunas

Mariana Leão: Bombeiro que humilhou atriz negra da Globo não pode ficar impune

Publicado há

em

A atriz Cacau Protásio, contratada do Grupo Globo, sofreu com humilhação e preconceito nos últimos dias. (Foto: Reprodução/Instagram/Montagem)

A atriz Cacau Protásio, contratada do Grupo Globo, sofreu com humilhação e preconceito nos últimos dias. (Foto: Reprodução/Instagram/Montagem)

Um dos assuntos da semana, a humilhação vivida pela atriz Cacau Protásio, contratada do Grupo Globo, é tema da estreia da coluna K entre nós. Cacau usou as redes sociais para desabafar sobre o episódio e prometeu não deixar a situação passar impune

A indignação popular é tamanha e já há forte pressão para que haja punição severa por parte do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro. Apesar da Corporação divulgar em nota que não compactua com qualquer ato discriminatório e se solidariza com a atriz da Globo Cacau Protásio, isso não é o suficiente.

O CBMERJ precisa identificar os agentes racistas e homofóbicos e tirar-lhes a farda de quem salva vidas, independentemente de cor, sexo, religião ou biotipo. A instituição mais confiável do Brasil precisa dar o exemplo, mantendo sua tradicional conduta ética e, à Justiça, cabe identificar e punir civilmente os autores dos ataques preconceituosos.

Aliás, em um ponto, tenho mesmo que concordar com eles, não somos mesmo iguais. Há algo que, de fato, diferencia e segrega o ser humano: o caráter! Existe o bom e o mau, o primeiro merece viver em liberdade, já o segundo, deve ser contido para que suas atitudes não prejudiquem inocentes. Claro que existe recuperação e depende de cada um, mas a impunidade não promove reflexão, nem tampouco mudanças de atitude.

*Por Mariana Leão

Entenda o caso

Atriz da Globo, Cacau Protásio passou por humilhação durante esse semana. Entenda o caso. (Foto: Reprodução/Instagram/Montagem)

Atriz da Globo, Cacau Protásio passou por humilhação durante esse semana. Entenda o caso. (Foto: Reprodução/Instagram/Montagem)

A atriz Cacau Protásio foi vítima de um crime que virou moda ultimamente, trata-se do racismo. O caso aconteceu durante uma gravação do seu próximo longa-metragem “Juntos e Enrolados” no Quartel Central do Corpo de Bombeiros, no centro do Rio de Janeiro no último domingo(24).

Começaram a circular os áudios em que alguns bombeiros criticam e ofendem agressivamente a atriz. Logo ela tratou de imediatamente fazer um vídeo falando sobre o assunto.

Em um desabafo triste e indignada, Cacau disse: “Eu estou fazendo um filme, que faço um bombeiro, sargento, e domingo, fui filmar no batalhão de bombeiros no centro da cidade. Fui super bem recebida, bem assessorada, sendo que tem um bombeiro que fez um vídeo de uma cena solta e espalhou por aí. Em momento algum ele desceu para saber o que estava acontecendo, o que era, e a cena que ele postou é o pedaço de uma cena que é um sonho do meu superior. Eu faço um filme, eu conto uma história, aquilo é ficção, não é realidade. E ele espalhou o vídeo com um áudio me chamando de negra, gorda, filha da p***, aquela cambada de viado… racismo é preconceito, se vocês não sabem, se ele não sabe isso é muito triste. Não entendi o porquê de tanto ódio” disse Cacau.

E seguiu dizendo: “Sou negra, sou gorda, sou brasileira, sou atriz, eu conto histórias conto ficção, não mereço ser agredida, assim como nenhuma pessoa”.

E Finalizou: “A gente não fez nada de absurdo, se as pessoas pedirem para ver a cena, vão ver que não tem nada de absurdo. Mas respeito a opinião dos bombeiros […] Mas peço que a gente tenha mais compaixão um com o outro”. No filme, Cacau interpreta a bombeiro Sargento Diana, seu parceiro de cena é o ator Marcos Pasquim, o filme tem estréia prevista para 2020.


*A coluna ‘K entre Nós’ é assinada pela jornalista Mariana Leão. Com 26 anos de profissão, passou por várias emissoras de TV. Apresentou o programa “Melhor Pra Você”, na Rede TV, foi repórter e apresentadora do “Hoje em Dia” da Record TV, foi repórter da Rede Globo e apresentadora de merchandising do “Domingão do Faustão”. Foi repórter do programa “Band Verão”. É a editora-chefe da revista “O Prelo” e assina esta coluna.

Comente com seu Facebook

CONTINUE LENDO
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

⚡EM ALTA